Foco. Disciplina. Resistência física e mental. Pressão. Alta performance. Resultado. Essas três primeiras competências e as três últimas características se fazem presentes, tanto no cenário esportivo, quanto no cenário corporativo. Esportes e empresas buscam, constantemente, a conquista da excelência.

Por conta dessa similaridade, as lições aprendidas em um mundo podem ser utilizadas para entender o outro. E esse é o principal motivo desse BLOG: compartilhar cases, estudos e teorias bem-sucedidas do universo esportivo para te ajudar em sua jornada corporativa.

Quem sou eu? Iniciei minha jornada no esporte aos sete anos, quando comecei a treinar e competir natação. Me formei em Educação Física pela Unicamp em 2008. Em 2010, comecei a atuar com coaching, para atletas e para o espaço corporativo. Desde então, essa é a minha paixão. São sete anos vivendo esses dois mundos de alto rendimento, alta performance, alta pressão. São sete anos aprendendo com a mente dos atletas – esportivos e corporativos. E, como disse, estou aqui para compartilhar.

Hoje, quero falar com vocês sobre uma competência mental denominada “Resistência Crítica”. Essa teoria foi desenvolvida por um psicólogo esportivo, que também atua com palestras no mundo corporativo, chamado Steve Bull.

Imaginem:

  • Um jogador de voleibol que se desconcentra com erros da arbitragem;
  • Um maratonista aquático – nadador cujas provas são em mar, represas e rios – que se preocupa ao extremo com a temperatura da água;
  • Um tenista que se perde em meio aos gritos da torcida desfavorável;
  • Um jogador de basquete que se irrita com cada provocação do adversário.

 

O que aconteceria com a performance desses atletas, nesses cenários? Acertou. Cairia, ou seja, eles perderiam rendimento. E, porque isso não acontece? De acordo com Bull, por conta da “Resistência Crítica”.

Essa resistência, portanto, é um atributo mental que faz com que os atletas gerenciem muito bem a quantidade de energia física, psíquica e mental que desprendem em fatores sobre os quais eles não têm controle nenhum.

Usando os exemplos acima, que controle o jogador de voleibol tem sob os erros da arbitragem? Nenhum. Quão capaz o maratonista aquático é de mudar a temperatura da água do mar? Nada. O jogador de tênis consegue silenciar a torcida? Não. E, finalmente, o jogador de basquete pode controlar seu adversário? Claro que não.

Por isso, atletas bem-sucedidos, são capazes de dar peso zero, ignorar, desprender pouquíssima energia nesses aspectos que eles não conseguem mudar. No que eles se concentram, então? Na única coisa que eles têm certeza que podem controlar: neles mesmos.

Para Bull, a Resistência Crítica é uma competência que faz com que alguns atletas se destaquem dos demais. Que diferencia a alta performance contínua da performance com altos e baixos. Que determina o ouro ou a prata nas Olimpíadas.

E o que essa resistência agrega para o espaço corporativo? Muita coisa. Muitas vezes gastamos muita energia (emocional, física, mental, psíquica) em fatores sobre os quais não temos controle nenhum: como o gestor vai se comportar; se o sistema vai funcionar; se a empresa vai mudar a estratégia. Passamos horas sagradas nos preocupando ou remoendo pensamentos e, sem perceber, nossa performance cai. No fim do dia, estamos exaustos por conta da energia gasta e frustrados porque o cenário não mudou.

O que a Resistência Crítica propõe? Que a gente pare de gastar tanta energia em aspectos que não conseguimos gerenciar e que a gente comece a se concentrar mais em fatores controláveis, principalmente, em nós mesmos. Vamos minimizar a quantidade de energia boa que investimos em aspectos que fogem do nosso controle. Afinal, isso é como regar uma planta que já está morta.

Para concluir, o convite aqui é que, nessa semana, você avalie sua Resistência Crítica. Veja o quanto ganhou, em performance e produtividade, ao investir sua energia naquilo que é controlável.

Seja resistente. Seja feliz.

Até breve,

Larissa Zink