Paradoxo moderno: buscamos a alta performance cultivando o mediano

Vivemos em um mundo que busca a alta performance. Seja você um empreendedor, um empresário, um artista, um professor, tenho certeza que você tem um desejo de fazer mais e melhor.

Por alta performance, não quero dizer apenas produzir resultados e ganhar mais dinheiro. Talvez isso seja consequência. Quando falo em alta performance quero dizer entregar para o mundo e para as pessoas ao nosso redor a nossa melhor versão. Deixar a nossa marca.

O desafio que temos que enfrentar para chegar nesse ponto é grande. Principalmente porque a nossa cultura está seguindo o caminho errado.

Desde que somos crianças, na escola, nos esforçamos mais nas matérias em que tiramos as piores notas. A meta é passar de ano sem recuperação. Então fazemos as aulas de reforço nas matérias em que temos mais dificuldade. Queremos garantir a média. Com isso, gastamos muito tempo e energia para sermos medianos.

Na faculdade, a jornada é a mesma. Horas e horas de estudo nos assuntos que estamos com as piores notas para não repetir uma matéria. Novamente, muito esforço gasto para sermos medianos.

Ao entrarmos no mercado de trabalho, muitas pessoas têm a ilusão de que as coisas serão diferentes. Afinal, você foi contratado para uma vaga de trabalho que tem relação com o seu perfil e com a sua formação. Supondo que você tenha se formado em Engenharia e foi contratado para fazer análise de dados. Você pensa: “Agora sim. Chega de ter que fazer atividades e estudar conceitos que não têm nenhuma relação com o que eu gosto. Vou poder analisar dados e fazer fórmulas o dia inteiro”

Essa ilusão dura até receber o primeiro feedback do gestor.

O feedback do seu gestor é mais ou menos esse: “Queria começar dizendo que você aprendeu muito rápido o seu trabalho. Gostei muito das suas análises e projeções. Você demonstrou facilidade em aprender e criatividade na solução de problemas. Mas você não fez boas apresentações. Então vamos fazer cursos no ano que vem de oratória e de técnicas para falar em público para que você desenvolva essa sua fraqueza.”

Pronto, mais uma vez, você está preso na armadilha de dedicar seu tempo, energia e felicidade para desenvolver algo que você não gosta. Como consequência de muito esforço você será um apresentador mediano.

Qual o erro de lógica de todo esse processo? A alta performance não é o resultado do desenvolvimento dos nossos pontos fracos. Desenvolver fraquezas nos leva a sermos medianos.

A alta performance é o resultado do desenvolvimento dos nossos pontos fortes. Desenvolver forças nos leva à excelência.

Olhe ao seu redor em busca de pessoas que sejam referência em alta performance. Todas elas chegaram lá desenvolvendo os seus maiores potenciais. Ou você acha que Pelé teria sido um excelente bailarino?

Para chegar no topo do seu desempenho é importante entender quais são os seus maiores talentos. Eles são o caminho para a alta performance.

Quais são os seus pontos fortes? Quais são os seus diferenciais? O que distingue você dos seus colegas de profissão?

Responder essas perguntas pode não ser fácil. Isso também é um sinal de que a nossa cultura é focada nas fraquezas. É mais cômodo falar sobre as nossas fraquezas do que sobre as nossas forças.

No vídeo exploraremos 5 pistas que sinalizam momentos em que estamos utilizando os nossos talentos. Isso pode facilitar a compreensão e consciência de si mesmo.

Saber quais são os nossos pontos fortes é o primeiro passo para a busca da alta performance. É também um passo importante para vivermos a vida com autenticidade, sendo fieis a quem somos e buscando a melhor versão de nós mesmos.